Uma Coluna em Forma

Olá Professor!

No dia-a-dia atarefado que nós possuímos, podemos deixar de cuidar da nossa saúde, do nosso bem-estar.

Porém, ter bons hábitos, uma alimentação saudável, o corpo forte e relaxado, livre de estresse, pode garantir uma performance muito melhor, atraindo resultados bastante proveitosos da nossa prática docente.

Além disso faz com que os danos de uma vida estressante não tenham efeito sobre seu corpo e sua mente.

Dentre as principais queixas relacionada ao nosso trabalho estão as dores na coluna.

A coluna é o eixo de sustentação do nosso corpo. Tudo o que fazemos no cotidiano, desde andar, gesticular, comer, escrever, repercute de alguma maneira na coluna. Por isso ter uma coluna em forma é critério essencial para uma boa qualidade de vida.

Sentar diariamente, durante horas, na frente de um computador, por exemplo, cria tensões em vários locais afetando a coluna diretamente. Ficar em pé, dando aula, durante horas a fio, às vezes o dia todo, também acaba por afetar a coluna.

A forma como sentamos ou andamos cria um “hábito” que pode causar tensão demasiada em alguns locais das costas, ao longo da coluna.

Podemos ter diversos tipos de problemas derivados de um funcionamento incorreto da nossa coluna. Dores de cabeça, dores de estômago, dores nos pés e pernas, essas dores podem ser sintomas de uma coluna que pede ajuda.

Os principais problemas na coluna se localizam na região lombar e na região cervical.

Precisamos ter consciência de nossos movimentos repetitivos, às vezes até automatizados. Esses automatismos nos levam a manter uma tensão em determinados pontos das costas e da coluna, sobrecarregando algumas regiões.

Os músculos que apóiam a coluna se distribuem pelas costas, mas estão diretamente ligados a outros músculos do corpo. Um abdomen flácido, por exemplo, sobrecarrega os músculos da região lombar da coluna, pois não ajudam a sustentar o corpo, sobrecarregando as costas. Músculos flácidos da região torácica das costas podem sobrecarregar os músculos da nuca, ombros e pescoço devido à sustentação da cabeça.

Exercícios simples ajudam a fortalecer os músculos fracos, proporcionando o relaxamento dos músculos que ficam muito tensos ao longo das costas e pescoço.

Você poderá fazer esses exercícios sempre que sentir dor, mas o ideal é que faça uma sequência diária desses exercícios.

É importante também, tentar detectar quais as posturas que você adota automaticamente no seu dia-a-dia e que podem levar à sobrecarga dos músculos da região lombar e da cervical. Se você conseguir ter essa consciência corporal, poderá evitar tais posturas, equilibrando melhor seu corpo e, de forma preventiva, evitando as dores.

Em “Dicas de Bem-viver”, proponho “Exercícios para a região Lombar e para a Cervical”, que podem ser feitos em casa ou na escola, durante o intervalo. Você mesmo poderá experimentar, com cuidado, sem forçar nada, e depois selecionar os melhores exercícios para fazer diferentes sequências.

Em “Linkoteca”, proponho alguns links interessantes no post “Links sobre a saúde da coluna”.

Em “Multimídia”, recomendo “Vídeos de exercícios para uma coluna saudável”.

Espero que aproveite e nos faça comentários!

Siga sempre em paz e com saúde!

Um abraço!

Profa. Patricia Limaverde

 

Cansaço e Prevenção

Olá Professor@!

Os sintomas de cansaço, falta de energia e esgotamento vem criando inúmeros adeptos pelo mundo, muitas vezes não são passageiros, podem ser crónicos e precisam ser acompanhados por especialistas.
Em meio da pressão externa profissional, e todas as outras necessidades pessoais que tomamos como prioridades podem agravar esses sintomas que descreverei abaixo, e claro, boas dicas e um estilo de vida saudável sempre serão bem vindos e particularmente, necessários.

A má alimentação pode ser um fator que gera extremos cansaço e fraqueza. Noites mal dormidas, excesso de exercícios físicos, gravidez, amamentação, problemas de tireóide, depressão, falta de ferro, menopausa, diabetes não diagnosticada, fibromialgia, contato com pessoas de baixo astral, ingestão de determinados medicamentos, exposição à radiação, são alguns fatores que causam o cansaço.

Em nosso trabalho, como professores, estamos expostos a quase todos esses sintomas, se não vistos e tratados como a forma de um estilo de vida. Hoje quero focar na falta de vitaminas que o corpo precisa, e que muitas vezes não damos conta que essas vitaminas são encontradas em simples alimentos. Como por exemplo, as frutas de inverno. Seguirei a tabela da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, o Ceagesp.

Abacate: é rico em gorduras e proteínas e na cozinha se revela muito versátil. Pode ser consumido temperado em saladas ou misturado com leite e açúcar.

Banana: a fruta mais popular do Brasil, tem alto valor nutritivo, açúcar e sais minerais, principalmente potássio, além de vitaminas A, B1, B2 e C.

Laranja: A laranja também é rica em vitamina C, que atua como antioxidante e ajuda na síntese do colágeno da pele.

Ótima fonte de vitamina A, e alguns fitoquímicos chamados de bioflavonóides, é uma excelente fruta para alergias, retenção hídrica e ajuda muito nos processos inflamatórios.

Fonte de cálcio, fósforo, fibras, pectina e sais minerais, a laranja auxilia no fortalecimento da estrutura óssea, na absorção da glicose, no funcionamento intestinal, na redução do colesterol e na neutralização do ácido úrico.

Uma boa pedida é fazer um suco verde com a fruta, essa receita ajuda na desintoxicação do organismo. Basta bater em um liquidificador 1 cenoura grande, 2 dedinhos de raiz de gengibre, 1 pepino, 2 folhas de couve manteiga e 1 laranja lima.

Maçã: tem um alto poder antioxidante, ajuda na prevenção do colesterol, é rica em fibras (solúveis), vitamina C e compostos fenólicos.

As fibras influem muito na redução do colesterol, pois elas ajudam a diminuir a quantidade deste no intestino delgado e a absorção dos lipídeos, já os compostos fenólicos atuam na inibição da oxidação da LDL-C e da agregação plaquetária, o que nos protege da arteriosclerose. 

Além de prevenir o colesterol, uma dieta que contém maçã, pode reduzir os ricos de doenças pulmonares, cardíacas, asma, diabetes e o desenvolvimento de câncer, além de ajudar a perder peso. Como já dizia Hipócrates: “Faça do seu alimento seu medicamento”.

Morango: rico em minerais, vitaminas e fibras, ótimo para o cérebro, a memória e para o desenvolvimento do sistema nervoso, graças a uma substância chamada fisetina. Até suas folhinhas devem ser aproveitadas: usadas para fazer chás, atuam como diuréticos e ajudam a purificar o sangue!

Dica: coma os morangos, preferencialmente, inteiros, sem cortar ou picar muito, pois os antioxidantes da fruta se perdem quando em contato com o ar. Da mesma forma, quando for fazer um suco no liquidificador, evite bater por muito tempo, pois assim as vitaminas são preservadas.

Tangerina: Assim como o morango, a tangerina possui grande quantidade de vitamina C, que estabiliza a estrutura do colágeno e neutraliza os radicais livres, preservando a elasticidade, a firmeza e a resistência da pele, além de prevenir o aparecimento de manchas e o envelhecimento precoce. Não muito calórica (aproximadamente 40 calorias por 100 gramas), a fruta de aroma marcante possui um bom efeito diurético, pois é rica também em fibras – quando ingerida com o bagaço, facilita a formação de resíduos que melhoram o funcionamento do intestino!

Dica: para quem faz dieta para emagrecer, comer uma tangerina dez minutos antes das refeições é uma boa – ela evita que os alimentos sejam transformados em glicose, ajudando a manter o peso.
Pêra: assim como a tangerina, a pera é uma fruta rica em vitaminas A, C e do complexo B, com concentração de minerais como potássio, silício, ferro, magnésio, enxofre, fósforo e cálcio. É indicada para diabéticos e para quem faz dieta, pois o consumo da fruta ajuda a emagrecer mais rápido e a perder barriga (por ser muito rica em fibras insolúveis, que ajudam na sensação de saciedade e regularizam o ciclo intestinal). Além do mais, também é uma fruta que pode ser comida sem grandes preocupações: um pouco mais calórica que a tangerina, possui cerca de 56 calorias a cada 100 gramas.
Dica: a pera é uma fruta ótima para sobremesas, tortas, compotas, cremes, etc, e cai muito bem como acompanhamento de queijos picantes e de sabor forte. Para não escurecer depois de cortada, esprema um pouco de limão por cima.

Também compartilho uma prática de Yoga, para se fazer em pé. Ajudará no equilíbrio e restabelcimento das funções psíquicas, emocionais e físicas.

Utthita Pavam Muktásana (Equilíbrio)

Esse exercício auxilia a desenvolver a concentração e ajuda-nos a focar nossa energia nas metas que determinamos para a nossa vida. Ele também trabalha nosso equilíbrio físico e emocional. Pode ser que, quando você estiver agitado ou abalado emocionalmente, seja difícil executá-lo, mas se você persistir, ele irá restabelecer o equilíbrio perdido.

  • Una os pés e sinta seu peso.
  • Olhe para um ponto fixo à sua frente. Isto o ajudará a manter a concentração.
  • Desloque o peso do corpo para o pé esquerdo e flexione o joelho direito, elevando-o lentamente, enquanto inspira profundamente.
  • Segure o joelho com as duas mãos e mantenha a coluna, naturalmente, ereta.
  • Faça cinco respirações profundas e desfaça lentamente, baixando a perna e soltando o ar.
  • Execute agora com a outra perna.

Chandrásana (Posição da Lua)
As flexões laterais ajudam a manter a coluna saudável, pois alongam os músculos que ligam uma vértebra na outra. Além disso, reduzem a adiposidade na região da cintura e estimulam o fígado, baço e pâncreas. Emocionalmente, essa categoria de exercícios ensina-nos a sermos mais flexíveis em nossos pontos de vista, a termos mais “jogo de cintura”.

  • Afaste os pés cerca de quatro palmos e mantenha-os paralelos. 
  • Erga os braços até a altura dos ombros, inspirando.
  • alinhamento entre os quadris e os ombros, como se você estivesse encostado numa parede.
  • Permaneça por cinco respirações e comece a desfazer, inspirando e endireitando o tronco.
  • Repita o movimento para o lado esquerdo.

Professores Estressados

Olá professor!

Há pouco, li em uma matéria no site “Papo de Homem”, que o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo no número de pessoas estressadas, perdendo somente para o Japão. A pressão que recebemos na sociedade de ser o melhor profissional, a super mulher, nos movemos num tempo que precisa ser maior. Esquecendo de que para que todo o mecanismo social, profissional e pessoal precisam de uma boa base física, emocional e mental.
A falta de controle pode gerar doenças e desencadear uma série de desarmonias funcionais no corpo. Esse tipo de estress ocorre desde a morte de um cônjuge, por exemplo, como as simples irritações no trânsito.

Especulando um pouco o nosso caso, como professores, a submersão a pressão, esforços e tensão, no que em minhas pesquisas, este estress está relacionado a desilusão profissional.  Chamada Síndrome de “Burnot” (queimar de dentro para fora), é uma etapa de estresse e angustia, aparecendo nos profissionais que cumprem seu trabalho mas não acreditam na solução de qualquer problema. Ou seja, resultados de esforços que não resultaram em nada, gerando um esgotamento emocional.

Entre os mais listados: problemas de coluna, alergias, problemas nas articulações, perda de voz e síndrome de cansaço crônico.
Uma pesquisa na Universidade de Brasília (UnB), em conjunto com o Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), mostrou que 30% dos professores ou funcionários da rede pública de ensino no País estão estressados ou deprimidos. Destes, 22% precisam de licença médica para a recuperação.
O estresse funciona assim:
O cérebro reconhece a situação de estresse e manda a informação para liberação de adrenalina e noradrenalina.

Em seguida, o organismo tenta se ajustar e se adaptar a tal situação.
Num terceiro momento (fase de esgotamento ou exaustão), quando há dificuldade de adaptação ao estresse, ocorre o enfraquecimento geral e baixa imunidade. Neste momento, as glândulas suprarrenais passam a liberar, em grande quantidade, o que é considerado o maior vilão do estresse: o cortisol.
Daí em diante, o cortisol deprime o sistema imunológico, aumenta a pressão arterial e o açúcar no sangue.

Gostaria que este tema pudesse ser mais extenso, com as discussões, relatos, e dados de como esse estresse pode ser eliminado, podendo nos proporcionar uma qualidade de ensino e vida pessoal melhores.
Não fugindo deste primeiro tema, gostaria de propor um exercício para equilibrar o corpo, diminuir o estress, acalmar o coração e alimentar a alma.

Yoga Tibetana

  1. Sente-se com pernas cruzadas, a coluna reta e o olhando para a frente. As mãos devem apoiar-se sobre os joelhos e os braços devem estar soltos.
  2. Respire profundamente, mas sem esforço, pelo nariz e pela boca, simultaneamente. Foque sua atenção na respiração.
  3. Após alguns minutos, movimento lentamente os ombros. O ombro direito deve se mover o máximo possível para a frente, enquanto o ombro esquerdo deve se mover o máximo possível para trás. Ao fazê-lo, deixe que o cotovelo esquerdo dobre-se, enquanto que o braço direito permanece reto. Este movimento deve levar cerca de 15 segundos. Em seguida, faça o movimento inverso, movendo o ombro direito para tráz e o esquerdo para a frente.
  4. Repita esta sequência de movimentos três ou nove vezes.
  5. Permaneça em sua postura de meditação por alguns minutos, absolutamente quieto.
  6. Enquanto permanece quieto, foque sua atenção na sensação despertada pelo exercício. Espalhe esta sensação por todo o corpo e além dele, pelo ambiente que lhe cerca e a todo o universo.

Este exercício relaxa os músculos da parte superior das costas, especialmente da região das omoplatas, aonde costumamos acumular muita tensão. É especialmente útil ao final do dia, após um dia de trabalho estressante.

O sono – Dormir bem e estar melhor

O dormir, o sono, o relaxar, o descansar podem se caracterizar como “movimentos” da mesma família, e entre elas não se podem descartar as necessidades que o corpo, as emoções e a mente julgam como a “recarga” para a vitalidade humana.

Nos textos religiosos, nos conhecimentos básicos e até mesmo na própria literatura, este momento que equivalem a horas ou dias, que o ser humano e os animais possuem em seu mecanismo biológico nos proporcionam um momento de extrema vulnerabilidade e o afloramento de estados que vão desde o prazer até o desconforto de se ter dormido.
Interessante que durante o sono acontecem inúmeros processos em nosso corpo, há a recarga vital, o relaxamento dos músculos, o cérebro descansa e se descarrega, a respiração é livre e não há estímulos externos, entre muitas outras funções. Não entrarei no aspecto de distúrbios do sono, mas sim sobre a possível capacidade que temos, durante ele, de reconhecer, lembrar, agir, estar consciente ou inconsciente, nos colocando nessa posição, ás vezes, mais vulnerável de que quando acordados.

Quando vamos dormir não há como saber o que irá acontecer durante o sono, o corpo por si só se restabeleceu com suas respectivas funções, mas entrando um pouco mais nas caracteristicas psíquicas que a ciência e o ocultismo se dispõem, o momento do sono pode ser também uma fonte de auto conhecimento.

Como por exemplo, as tradições que estudam os sonhos conscientes. Os sonhos conscientes são as capacidades de ter a percepção presente do movimento, da situação dentro do sonho. O sonho pára de ser um filme para ser algo experenciado. E por que precisamos disso para se conhecer? Por que através deles pode-se aumentar a capacidade motora, auxilia no tratamento de certas psicoses, há o estudo da consciência e da psique.
Nós seres humanos temos vastas possibilidades de auto conhecimento, e o Universo nos proporciona isso até mesmo dormindo.

Bom sono, bons sonhos e bem estar quando acordado! Veja algumas dicas de como ter bons sonhos na seção de dicas de bem estar!

Estudar para aprender, viajar para crescer

Durante os estudos, as graduações, os aperfeiçoamentos nos guiam rumo à uma carreira ou à uma profissão dando expectativas às nossas aspirações na vida, por exemplo, estabilidade e prosperidade financeira e o prazer pelo que se faz.
Mas quando temos a possibilidade de entrar em contato com culturas diferentes, podemos até nos dar leves desculpas de que vamos reunir com os amigos, desfrutar da natureza, mas na realidade, uma viagem esta muito além disso.

Ampliando conhecimentos e pontos de vista diferentes, podemos observar como o mundo é vasto e que não gira somente em torno de nossas pequenas aspirações, mas sim, contribuem para que elas enriqueçam e nos tornem conhecedores de nós mesmos.
Muitas pessoas viajam pelo simples turismo comercial, e mesmo assim trazem, além da suvenirs extras na mala, uma bagagem de conhecimento e amplitude dentro do olhar sincero e respeitoso que cada costume nos preenche.

Possibilitando essa proximidade com tradições, misticismos e religiosidade de povos que talvez não tenham tocado a imensidão da era digital, ou de nações no extremos desenvolvimento da tecnologia, nos ensinam como a diferença é valiosa.
Por que quando nos afastamos de nossa própria cultura, observamos o quanto ela nos influencia, na maneira de pensar, de falar, de se relacionar, e temos a chance de fazer novas amizades, no que muitas vezes somos quase forçados a isso. Não temos a pressão do dia a dia em uma viagem, desfrutando do tempo, do espaço, dos sabores, das paisagens…
Esse auto conhecimento e respeito, muitas vezes, não é trazido a tona nos estudos. Vale a pena orientar os alunos a buscarem e olharem para as diferenças, por que se existe algo que pode ser para sempre em nossa memória, com certeza, são as viagens!

“(…) O homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver (…)”

Vocação

Olá professor,

A revista Você S/A de janeiro de 2012 trouxe um especial sobre como fazer tudo melhor, onde vários autores enumeravam a sua lição de vida. Entre eles, Peter Buffet, autor do livro  “A vida é o que você faz dela”.

“É difícil dar uma receita de como as pessoas podem descobrir a sua vocação. Mas, se eu fosse arriscar alguns conselhos, o primeiro deles seria que cada um tente descobrir a sua própria história. Quando um cantor está em um estúdio para gravar um disco, ele precisa isolar todos os barulhos que vêm de fora e ouvir somente sua voz. E é assim que precisamos fazer em nossas vidas: livrar-nos dos ruídos externos que nos impedem de ouvir a nós mesmos.
Vivemos em um mundo com tanta informação que, se pararmos para pensar, sempre temos alguém nos dizendo o que fazer. No momento em que nos livramos de toda essa pressão, ficamos mais sensíveis ao que nos é verdadeiro. É quando estamos mais conectados para ouvir a nossa vocação.

Outro ponto importante é descobrirmos o que o sucesso significa para nós. É ter uma casa grande, um carro do ano, um cargo altíssimo na empresa em que trabalhamos? Pois eu digo que dinheiro e questões exteriores não deveriam ser a medida do quanto nós somos felizes. Pelo contrário, o que conta são as experiências que tivemos, as relações que vivemos, como nos sentimos ao realizar nosso trabalho.
Todo dia que acordo de manhã, a minha definição de sucesso e bem-estar é o quanto tenho vontade de sair da cama e fazer o meu trabalho.  As pessoas costumam restringir demais a forma como planejam suas carreiras, esquecendo que, muitas vezes, é possível combinar o que amam com o caminho que vão seguir profissionalmente. Quais  são os seus sonhos de criança? O que você sempre desejou fazer e ficou pelo caminho?
Alguns sonham em ser dançarinos, mas nunca foram em frente por ser algo mais incerto, que poderia não dar segurança financeira. Então, decidem ser contadores, por exemplo, deixando o que os fazia feliz para trás. E por que não ser contador de uma escola de dança? As possibilidades são inúmeras, o que precisamos é ter em mente o que realmente nos faz feliz”. (Peter Buffet)

Experiências, diplomas, qualidades escondidas, qualidades expressas, medos, coragem, sobrevivencia, se misturam em uma grande escala de desenvolvimento pessoal, auto conhecimento, para um dia chegarmos a um ponto de nossas vidas sussurrando: e se eu tivesse feito tudo diferente?
Uma frase para nos inspirar:
É muito importante encontrar nossa verdadeira vocação na vida.
Somente assim se pode realizar o próprio destino.
G. I. Gurdjieff

Os Cuidados com a Voz do Professor

Olá Professor,

Cada ano que inicia planejamos muitas metas, sejam elas relacionados ao trabalho, a vida pessoal, a uma causa mundial, almejando ser melhor e estar bem. Cuidar de outras pessoas também requer cuidados com nós mesmos e nosso tema será sobre a voz.

Sabemos que manter a harmonia em nossa saúde é uma grande conquista que aos poucos, com cuidados, elimina parte de preocupações e nos ajuda a ter sempre uma boa auto estima.
Para profissionais, como nós, que usamos um instrumento importantíssimo que é a voz, não podemos deixar de dar uma especial atenção, e claro, um imenso cuidado a ela.

A voz é uma das principais características individuais em cada pessoa, assim como a fisionomia. Através dela percebemos um estado emocional, uma idéia, um pensamento. Podemos reconhecer uma pessoa através de sua voz.
Ela é produzida a partir do ar que saí dos pulmões, passa pela laringe, onde estão localizadas as pregas vocais, as mesmas no momento da expiração, aproxima-se e vibram, produzindo assim o som. Este som, que de início é baixo e fraco, será amplificado pelas cavidades de ressonância (que são a faringe, boca e nariz). Após amplificado, o som será articulado na cavidade oral, por meio dos lábios, bochechas, língua, palato e mandíbula.

Todos nós precisamos de ter cuidados com a voz, inclusive, professores que sempre usam diferentes entonações, volumes, pois aos poucos ela se desgasta, causando irritações na garganta e problemas, onde o tempo não poderá ajudar.

Ás vezes precisamos falar alto em sala de aula, como no caso da educação infantil, com um tom mais grave que pode não ser respectivo ao tom de sua própria voz, fazendo com que as cordas vocais se irritem pouco a pouco.

Em alguns estudos orientais, a região da garganta, incluindo a voz, está relacionada a um centro de força que corresponde à criatividade. E dizem que quando os problemas começam a surgir nesta área é por que estamos nos tornando metódicos, sem criatividade, levando a vida muito a sério. Vale perceber que a alegria, o bom humor, a criação, o lirismo, ajudam a equilibrar o funcionamento desta região.
Cantar em baixo do chuveiro, fazer coisas inusitadas, contar piadas, estar entre pessoas alegres sempre é um grande prazer, não só para a garganta, mas também para o cotidiano.

Portanto, não deixe esse aspecto de lado, cuide-se e seja feliz!

Tirar Férias

Olá Professor,

Boas festas!
Neste ano que passou, de trabalhos, conquistas, obstáculos, inerentes a este fluxo humano de querermos alcançar nossos objetivos, sermos melhores no que fazemos e onde atuamos, sempre deixa resquícios para o ano que se inicia. Novos projetos, novas promessas, novas forças que nascem internamente rumo à prosperidade em todas as esferas da vida.

Para isso, as férias podem se tornar um maravilhoso momento de refúgio, onde esvaziamos o copo do ano passado, e preenchemos novamente com idéias frescas para o ano novo.
Há uma história: Um discípulo chegou entusiasmado a seu Mestre com muitas perguntas, e o Mestre lhe ofereceu uma xícara de chá.
O discípulo aceitou e segurando a xícara, o Mestre começou a colocar o chá, deixando transbordar. O discípulo gritou para o Mestre: – O que você está fazendo?
E o Mestre respondeu: Sua xícara está muito cheia, e para você receber todas as respostas, você precisa esvaziá-la.

O local bem escolhido para as merecidas férias, como a natureza, por exemplo, as pessoas que acompanharão, ou por que não fazer uma viagem sozinho(a)?
A natureza nos preenche de uma força muito leve, e após algum tempo em contato com ela, percebemos como a mente, as emoções e o corpo entram em harmonia. Parece que a vida se torna mais tranquila, e que ela pode ser vivida de uma maneira muito mais simples do que imaginamos.

Este tempo de férias é extremamente necessário, pois é um momento de recapitulação, um contato consigo mesmo(a), assuntos que deixamos para resolver somente em momentos especiais, cuidar do corpo, para que também possamos viver outras impressões, que no dia-a-dia, deixamos passar.
Depois das férias, voltamos com mais entusiasmo, mais vitalidade e com certeza, com mais clareza em nossas buscas.
Escolha bem as suas férias e aproveite!

Um grande abraço!
Profa. Patricia Limaverde Nascimento

Harmonia e bem-estar. Outras dicas de bem-viver.

harmoniaÉ possível viver em harmonia no dia-a-dia do professor?

Muitos de nós acorda cedo, trabalha duro durante um, dois ou até três turnos, em lugares diferentes e assumindo uma responsabilidade enorme: a educação das novas gerações!!!

Ufa! Como fazer dessa rotina algo que possa trazer equilíbrio, alegria e ainda criar uma relação harmônica com os alunos?

Quando não estamos em harmonia conosco mesmos, o dia parece mais pesado e cinza, ficamos mais vulneráveis à doenças e ao mal-humor.

harmoniaMas como criar e manter esse estado de harmonia? Não há uma receita que faça as pessoas serem felizes. Cada um de nós descreve de uma forma diferente como é uma vida em harmonia, porém podemos encontrar algo em comum: todos nós reconhecemos que nos sentimos em harmonia a partir de um estado de espírito.

Sentimos alegria, espontaneidade, equilíbrio, quando estamos em harmonia. Como levar esse estado de espírito para a sala de aula?

harmoniaEm “Dicas de bem-viver” deste mês encontramos algumas dicas de como viver em harmonia na rotina do nosso trabalho. Não deixe de conferir!

Um grande abraço!

Profa. Patricia Limaverde Nascimento

Mediação de Conflitos na sala de aula

Olá Professor,
Hoje vamos abordar o tema sobre a Mediação de Conflitos: como lidar com diferentes opiniões, interesses liderando um grupo, não desmerecendo ou avaliando outros pontos de vista, que inclusive, podem ser diferentes dos nossos próprios.

Os conflitos em sala de aula surgem muitas vezes, de forma inesperada. E sempre interferem na rotina de aula, no ritmo do planejamento.

A maior parte dos professores, contudo, ignora esses conflitos para não prejudicar o “andamento da aula”. Porém, a psicologia avisa que os conflitos que não são resolvidos tornam-se potencialmente futuros pontos de discussão e problemas.

O fluxo de harmonia na sala de aula pode ser representado pelas considerações entre alunos e professores, onde todos possuem um interesse, uma lógica comum.
De fato, esses momentos tendem a desequilibrar quando lidamos com diversos assuntos, pontos de vista e culturas, que fazem parte de nossas vidas, não somente em relação ao lado profissional, mas também envolve as relações familiares, religiosas e principalmente políticas.

Quando há o conflito entre duas pessoas, por exemplo, expressando suas opiniões e considerações, uma terceira pessoa poderá estar numa posição neutra, ajudando os conflitantes a tomarem suas considerações convidando-as às suas próprias reflexões e não desmerecendo-as.
Ele atuará exatamente no objeto que não está claro, truncado, elaborando maneiras de expor imparcialmente.
Há um estímulo à resolução do problema, ao acordo, à comunicação e à transformação do mesmo. No entanto, todas as partes devem estar receptivas a este tipo de interferência.

A mediação não se trata de um julgamento, mas sim de uma intervenção que visa proporcionar a todos um contexto amplo, dando espaço à co-operação de todos os participantes, com base no diálogo, comunicação, ética, confidencialidade e neutralidade.

Os mediadores são especialistas, entre eles: professores, advogados, psicólogos, médicos, administradores, com a finalidade legitima de facilitar o diálogo para que os conflitantes possam expressar suas necessidades, onde todos possam ter possibilidades em determinado tempo e espaço.

Com a mediação se obtém mais tempo, mais conteúdo de informações e possibilidades, além de se tratar de uma redistribuição de recursos emocionais maduros.

Ignorar um conflito definitivamente não resolve esse conflito.

Como podemos então resolver ou mediar os conflitos que surgem em sala de aula?

Essa questão é discutida do Item de “Dicas de Bem viver”. Não deixe de conferir!

Boa reflexão e até a próxima!

Profa. Patricia Limaverde Nascimento